
Pense
como Criança. Toda vez em que o apóstolo encontrava alguém, ele
procurava pensar da maneira como aquela pessoa pensava para ganhá-la
para o Senhor (1Corintios 9:19-23). Quando falava aos judeus, Paulo
“procedia como judeu”. É bem provável que se referisse á sua procedência
judia; sem duvida mostrou respeito e conhecimento das leis e costumes
todas as leis judaicas. Quando se aproximava de alguém “fraco” – alguém
que estivesse passando dificuldades – ele “se fazia fraco”. Paulo talvez
mencionasse os seus sofrimentos pessoais, para que o ouvinte soubesse
que o apóstolo tinha condições de compreendê-lo. A partir desse ponto,
ficava mais fácil explicar os meios pelos quais Jesus pode ajudar as
pessoas aflitas com algum problema.Para ser realmente eficaz em alcançar
as crianças para Cristo, cada professor deve tornar-se “como uma
criança”. Não se esqueça de que as crianças não possuem o mesmo
conhecimento, capacidade de raciocínio, ou experiência dos adultos. Á
medida que ensina, procure imaginar o quadro que a criança forma em sua
mente de acordo com a informação que dá a ela. Para isto, você e eu
devemos usar T-A-T-O: Podemos aprender a Pensar como as Crianças!Preste
Atenção no Vocabulário da Criança. Os quadros mentais formados pela
criança são influenciados por objetivos ou costumes familiares. O que as
crianças vêem quando você diz: “Jesus derramou seu sangue por você?
Elas podem pensar imediatamente no leite que ela derramou quando o copo
virou na mesa, na hora do café. Você deve então considerar
cuidadosamente as palavras que usa e explicar qualquer uma que possa
causar mal-entendidos. Vai dizer-lhes que: Jesus deu o seu sangue quando
morreu na cruz (Hebreus 9.22; Mateus 26.28).O que eles visualizam
quando você conta que Jesus usou eram cinco pães e dois peixes para
alimentar as multidões? Provavelmente pensarão em pães como os que as
mães compram na padaria. Todavia, os “pães” que Jesus usou eram
pequenos, redondos, e achatados como os pães sem fermentos. Você talvez
possa encontrar ou fazer um desenho, mostrando como seriam os pães ou
levar alguns pães sem fermento para a classe. É possível que eles nem
conheçam o termo multidões. Portanto, ao contar a história, explique com
gestos e sinônimos que “multidões são grupos e mais grupos de pessoas,
muitas delas, milhares!”. A sua familiaridade com um relato bíblico pode
fazê-lo pensar que a Escritura é auto-explicativa. Por exemplo: “É dos
pecados que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios” (Mateus
14.20). Esta passagem não diz necessariamente à criança como terminou a
história dos cinco mil alimentos. O que o verbo “recolher” significa
para as crianças? E sobejaram? Use suas próprias palavras; coloque as
histórias bíblicas em linguagem simples e moderna. Quando os discípulos
começaram a recolher todos os pedaços que sobraram dos pães e dos
peixes, eles ainda ficaram com doze cestos cheios!Apresente os Conceitos
Abstratos com Cuidado.As crianças pequenas pensam concretamente,
ligando as palavras a objetivos ou experiências sensoriais ( vista, som,
odores,etc.) em seu mundo diário. Elas acham as idéias abstratas
difíceis de entender. Todavia, as verdades bíblicas relativas á Salvação
e ao crescimento espiritual tendem a ser abstratas. Como podemos
apresentar esses conceitos às crianças? Dando uma explicação adequada e
oferecendo exemplos que irão capacitá-las a associar a idéia abstrata a
um comportamento ou evento concreto. Confiança é uma idéia abstrata, mas
as crianças podem entendê-la quando ouvem exemplos como estes: Se você
subir numa árvore e não puder descer, precisa de alguém de confiante
para ajudá-lo, não é? Você ouve seu pai que está lá embaixo dizer: -
Pule que eu pego você. Você sabe que ele é forte. - Acredito que você me
pega, papai – você responde, mas mesmo assim não pula.- Pule – diz ele
novamente. – Sou forte e amo você, vou pegá-lo. Você provavelmente vai
dizer: - Está bem. Lá vou eu!Você pula porque acredita que seu pai
segurá-lo antes que caia no chão: Você responde, mas mesmo assim não
pula. Confiar significa colocar sua completa confiança em Deus e nas
suas promessas; significa considerar confiável ou verdadeiro. Depois da
atitude de confiança, a ação é o próximo passo. Sua ação prova que
confiou Quando você confia em Deus para ajudá-lo na sua tarefa de casa,
não crê somente na ajuda d'Ele; mas prova a sua confiança pedindo que o
auxilie e depois começa a estudar, esperando que o oriente enquanto
trabalha. A misericórdia é outro conceito abstrato. Ter misericórdia é
suspender o castigo e mostrar bondade quando esta é imerecida. Você
explicaria a misericórdia para uma criança de seis anos, como o faria a
uma de doze? Não. A de doze anos talvez só precise da definição, mas a
de seis anos exigiria uma explicação mais completa em termos mais
simples. Apresente a ela um retrato verbal completo:O que é
misericórdia? Misericórdia é não ser castigado – embora você mereça o
castigo. Vamos dizer que haja uma regra em sua casa que você deve
guardar seus jogos logo que acabe de brincar com ele. Se não fizer isso,
será castigado. Você esquece de recolher as peças do jogo. De fato,
você o deixa bem no meio da sala. Mas, dessa vez sua mãe decide não
castigá-lo apesar da sua desobediência. Sua mãe usou de misericórdia com
você. Deus mostra a sua misericórdia para nós de modo parecido com
este. Embora mereçamos ser castigados pelos nossos pecados, Ele nos
perdoa porque Jesus morreu por nós. Escolha verdades abstratas em
espíritos de oração. Verifique se são apropriadas à idade dos alunos.
Algumas podem estar além do entendimento mental de certas faixas
etárias. Uma criança de cinco anos pode compreender que Jesus é o pão da
Vida? Ou deixará de pensar que pode alcançar a Vida Eterna se comer
algum tipo especial de pão? Estas são perguntas que vale a pena
considerar. Confie em Deus para receber sabedoria que o ajude a
discernir quais os conceitos a apresentar à sua classe e como
apresentá-los.Tenha em Mente o Ambiente da CriançaA fim de pensar como a
criança, você precisa também descobrir o ambiente em que cada uma vive e
determinar como ele afeta as percepções dela. Ela está crescendo na
cidade ou no campo? Quais são seus antecedentes éticos ou culturais?
Qual o seu nível de estudo? As experiências cumulativas de cada criança
influenciam sua compreensão do que você está dizendo.Não esqueça também o
grau de exposição da criança à Palavra de Deus. O que sabe sobre a
Bíblia? Ela pertence a um lar cristão onde a leitura bíblica faz parte
da vida diária, ou a uma família que não faz parte da igreja e nem
sequer possui uma Bíblia? Há quanto tempo ela freqüenta a Escola Bíblica
Dominical, a igreja, ou a uma turminha da bíblia? Ela tem Bíblia? Lê a
mesma regularmente? A criança familiarizada com a Palavra de Deus terá
muito mais facilidade de compreensão do que a que não teve contato com a
Bíblia. Procure saber os diversos níveis de exposição enquanto ensina.
Uma referencia a Davi e Golias que, num grupo de crianças que conhece a
Escritura, possibilitaria você a enfatizar um ponto sobre o poder de
Deus para realizar o impossível, não teria significado para um grupo com
pouco conhecimento bíblico.À medida que você se torna sensível ao
vocabulário das crianças, considera o estágio de desenvolvimento mental
delas e aprende sobre o ambiente individual de cada uma, começará a
mostrar T-A-T-O, a pensar como as crianças. Confie então no Espírito
Santo para honrar os seus esforços e usar você para ensinar as verdades
maravilhosas de Deus às crianças. Professor Você é Integro?Como você
responderia a estas perguntas difíceis?• Você alguma vez telefonou
dizendo que estava doente quando não estava?• É necessário dizer a um
balconista que ele está cobrando menos do que devia?• Você costuma
enfeitar um acontecimento para torna-lo mais interessante?• Supondo que o
governo não tivesse meios de descobrir determinada fonte de renda, é
permissível não incluí-la em sua declaração? • É certo levar uma toalha,
sabonete, ou outra “lembrança” de um quarto de hotel ou restaurante,
desde que tais coisas foram embutidas no preço?• É certo dizer “mentiras
brancas” quando elas fazem as pessoas se sentirem bem a respeito de si
mesmas?Quando você lida com questões desse tipo, está tratando de
assuntos de integridade, idoneidade. O que é integridade? É retidão,
honra, honestidade, probidade, veracidade, bondade, responsabilidade,
fidelidade, confiabilidade, sinceridade, É cada uma dessas qualidades e
mais ainda. Integridade é inteireza moral.Os seus padrões morais fazem
parte da sua vida?Um olhar para os outros membros da família de palavras
da integridade pode ajudar-nos a compreender melhor o conceito. Vejamos
íntegro ou integrar, por exemplo. .Íntegro: É um número inteiro em
contraste com uma fração; as pessoas integrar possuem inteireza intima,
elas não estão divididas por dentro.Integrar: É tecer ou combinar
entidades separadas em um todo ou unidade: Homens, mulheres, meninos e
meninas com integridade são indivíduos cujos padrões morais fazem parte
da sua vida. .Eles possuem convicções firmes sobre o que é certo e as
seguem todo o tempo, em cada aspecto da vida, não importa onde ou com
quem estejam. As pessoas íntegras são aquelas cuja vida é caracterizada
pela excelência moral.Elas não comprometem seus padrões para obter lucro
pessoal (Provérbios 28.6). Por mais que desejam o sucesso financeiro e a
aprovação de outros, os homens e mulheres íntegros se recusam a
enganar: Não prejudicam um colega para obter o favor do chefe, não
mentem a respeito da condição de um carro usado, não fraudam as
reclamações de seguro. Irão silenciosa e amorosamente vencendo o
constrangimento ou perda.Você talvez não seja popular, mas obterá
confiança.Tenha como alvo a integridade na sua vida pessoal. A etiqueta
de preço pode ser alta, mas trará boas compensações, uma das quais é a
confiança. A integridade irá suprir a base firme a qual você pode
construir relacionamentos sólidos. Isto nos leva então á questão do
ensino de crianças.Como a integridade está ligada ao ensino de crianças?
A confiança é um elemento essencial dos relacionamentos sólidos. Só
quando os alunos passam a confiar em você, eles vão aceitar o que você
tem para transmitir. Como pessoa e como professor íntegro, você deve
constantemente mostrar-se digno de confiança.Integridade no Ensino: Uma
Questão de Dizer e Fazer.Comece dizendo o que você vai fazer. A seguir,
não deixe de fazer o que disse. Isso parece simples, mas é na verdade
difícil porque há muitas maneiras de “dizer” o que faremos.Ao assumir a
responsabilidade de ensinar, você está “dizendo” que vai estudar
diligentemente a Bíblia e o material da lição. As lições que você
apresenta, os versículos que explica, os jogos que planeja representam o
melhor dos seus esforços? Eles mostram que você tem integridade?
Aceitar uma classe é também “dizer” que estará presente na hora marcada
(e até mais cedo!). É “dizer” que será um bom exemplo para os do seu
grupo. É dizer, “Podem contar comigo”. As crianças precisam de adultos
com quem possam contar, até mesmo nas pequenas coisas.As crianças
aprendem mediante o que ensinamos a elas, mas aprendem muito mais pelo
que lhes mostramos. Precisamos honrar até mesmo as menores promessas que
fazemos às crianças. Por exemplo, se você prometer aos alunos que terá
uma surpresa para eles na próxima semana, não ouse esquecer! Eles
estarão esperando ansiosos. E quando você mostra integridade ao cumprir a
sua palavra, está ensinando a eles que devem também cumprir a sua
palavra.As Suas Palavras e Atos Estão de Acordo com a Palavra de
Deus?Nossos atos devem estar de acordo com as nossas palavras e também
com a palavra de Deus. Peça ao Senhor que o ajude a comportar-se diante
dos alunos de maneira agradável a Ele e conforme os princípios que você
está ensinando. Se costuma repreender uma criança com facilidade, não
espere grandes resultados de uma história sobre como conter o seu gênio.
Do mesmo modo, apresentar uma lição sobre mostrar amizade será inútil
se você não cumprimenta e trata as crianças cordialmente. Mesmo depois
de conhecermos o Senhor, devemos lutar com a nossa carne pecadora. Todos
os dias, cada um de nós, até certo ponto, entram no “palco”. Tentamos
nos apresentar como pessoas sempre verdadeiras, honesta, bondosa,
generosas, confiáveis, todavia, às vezes esticamos a verdade, fazemos um
comentário pouco bondoso, ficamos com algo que não é nosso, ou deixamos
de cumprir uma promessa. Nos tornamos então divididos – hipócritas,
usando máscaras. A integridade paira muito acima de nós, uma
impossibilidade inacessível. Mas, não é.Mantendo a Integridade Quando
Você FalhaMesmo quando agimos mal, podemos mostrar integridade sendo
verdadeiros com Deus e conosco mesmos. Ser perfeito não é a chave para
ser um individuo íntegro; a chave é prestar sempre contas a Deus. Quando
falhar, admita. Trate com o seu pecado imediatamente. Confesse-o a Deus
e, quando necessário, peça perdão a outros e faça restituição. A seguir
perdoe a si mesmo e mantenha seu coração aberto para Deus. Ouça a
promessa consoladora dele: ”Porque assim diz o Alto, Sublime, que habita
a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar,
mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o
espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15).
Note que não há menção do “perfeito”. Em vez disso, nosso Deus
misericordioso está procurando homens e mulheres que enfrentam
humildemente o seu pecado com corações quebrantados. (Veja também Salmos
34.18/ Isaías 66.2)Você mostra integridade quando admite seu pecado a
Deus. Ele já sabe – Vê você como é, quer goste disso ou não. Aprenda a
encontrar alegria no total conhecimento que Ele tem de cada pensamento,
palavra e ato seu. Deus o aceita e ama; Ele está disposto a trabalhar
com você, sabendo exatamente quem é. Que realidade esplêndida! Quando
Davi compreendeu essas tremendas verdades, ele gritou: ”Sonda-me, ó
Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;
vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho certo”. (Sl
139.23,24). Faça dessa a sua oração.O Alvo da Integridade: Torna-se Como
CristoNão seremos perfeitos até que alcançamos a eternidade, mas Deus
quer que desejemos ser como o seu Filho. Ele próprio fará a obra em nós,
transformando as nossas vidas cada vez mais, á medida que nos
entregarmos a Ele.Vamos decidir praticar a integridade e guiar as
crianças a fazerem o mesmo. Vamos pedir a Deus que nos torne professores
cujas palavras sejam confiáveis. Os jovens corações irão então abrir-se
para receber de nós as grandes verdades da Palavra de Deus.
Fonte: criancaevang.blogspot
Que Deus Abençõe a Todos

Pense
como Criança. Toda vez em que o apóstolo encontrava alguém, ele
procurava pensar da maneira como aquela pessoa pensava para ganhá-la
para o Senhor (1Corintios 9:19-23). Quando falava aos judeus, Paulo
“procedia como judeu”. É bem provável que se referisse á sua procedência
judia; sem duvida mostrou respeito e conhecimento das leis e costumes
todas as leis judaicas. Quando se aproximava de alguém “fraco” – alguém
que estivesse passando dificuldades – ele “se fazia fraco”. Paulo talvez
mencionasse os seus sofrimentos pessoais, para que o ouvinte soubesse
que o apóstolo tinha condições de compreendê-lo. A partir desse ponto,
ficava mais fácil explicar os meios pelos quais Jesus pode ajudar as
pessoas aflitas com algum problema.Para ser realmente eficaz em alcançar
as crianças para Cristo, cada professor deve tornar-se “como uma
criança”. Não se esqueça de que as crianças não possuem o mesmo
conhecimento, capacidade de raciocínio, ou experiência dos adultos. Á
medida que ensina, procure imaginar o quadro que a criança forma em sua
mente de acordo com a informação que dá a ela. Para isto, você e eu
devemos usar T-A-T-O: Podemos aprender a Pensar como as Crianças!Preste
Atenção no Vocabulário da Criança. Os quadros mentais formados pela
criança são influenciados por objetivos ou costumes familiares. O que as
crianças vêem quando você diz: “Jesus derramou seu sangue por você?
Elas podem pensar imediatamente no leite que ela derramou quando o copo
virou na mesa, na hora do café. Você deve então considerar
cuidadosamente as palavras que usa e explicar qualquer uma que possa
causar mal-entendidos. Vai dizer-lhes que: Jesus deu o seu sangue quando
morreu na cruz (Hebreus 9.22; Mateus 26.28).O que eles visualizam
quando você conta que Jesus usou eram cinco pães e dois peixes para
alimentar as multidões? Provavelmente pensarão em pães como os que as
mães compram na padaria. Todavia, os “pães” que Jesus usou eram
pequenos, redondos, e achatados como os pães sem fermentos. Você talvez
possa encontrar ou fazer um desenho, mostrando como seriam os pães ou
levar alguns pães sem fermento para a classe. É possível que eles nem
conheçam o termo multidões. Portanto, ao contar a história, explique com
gestos e sinônimos que “multidões são grupos e mais grupos de pessoas,
muitas delas, milhares!”. A sua familiaridade com um relato bíblico pode
fazê-lo pensar que a Escritura é auto-explicativa. Por exemplo: “É dos
pecados que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios” (Mateus
14.20). Esta passagem não diz necessariamente à criança como terminou a
história dos cinco mil alimentos. O que o verbo “recolher” significa
para as crianças? E sobejaram? Use suas próprias palavras; coloque as
histórias bíblicas em linguagem simples e moderna. Quando os discípulos
começaram a recolher todos os pedaços que sobraram dos pães e dos
peixes, eles ainda ficaram com doze cestos cheios!Apresente os Conceitos
Abstratos com Cuidado.As crianças pequenas pensam concretamente,
ligando as palavras a objetivos ou experiências sensoriais ( vista, som,
odores,etc.) em seu mundo diário. Elas acham as idéias abstratas
difíceis de entender. Todavia, as verdades bíblicas relativas á Salvação
e ao crescimento espiritual tendem a ser abstratas. Como podemos
apresentar esses conceitos às crianças? Dando uma explicação adequada e
oferecendo exemplos que irão capacitá-las a associar a idéia abstrata a
um comportamento ou evento concreto. Confiança é uma idéia abstrata, mas
as crianças podem entendê-la quando ouvem exemplos como estes: Se você
subir numa árvore e não puder descer, precisa de alguém de confiante
para ajudá-lo, não é? Você ouve seu pai que está lá embaixo dizer: -
Pule que eu pego você. Você sabe que ele é forte. - Acredito que você me
pega, papai – você responde, mas mesmo assim não pula.- Pule – diz ele
novamente. – Sou forte e amo você, vou pegá-lo. Você provavelmente vai
dizer: - Está bem. Lá vou eu!Você pula porque acredita que seu pai
segurá-lo antes que caia no chão: Você responde, mas mesmo assim não
pula. Confiar significa colocar sua completa confiança em Deus e nas
suas promessas; significa considerar confiável ou verdadeiro. Depois da
atitude de confiança, a ação é o próximo passo. Sua ação prova que
confiou Quando você confia em Deus para ajudá-lo na sua tarefa de casa,
não crê somente na ajuda d'Ele; mas prova a sua confiança pedindo que o
auxilie e depois começa a estudar, esperando que o oriente enquanto
trabalha. A misericórdia é outro conceito abstrato. Ter misericórdia é
suspender o castigo e mostrar bondade quando esta é imerecida. Você
explicaria a misericórdia para uma criança de seis anos, como o faria a
uma de doze? Não. A de doze anos talvez só precise da definição, mas a
de seis anos exigiria uma explicação mais completa em termos mais
simples. Apresente a ela um retrato verbal completo:O que é
misericórdia? Misericórdia é não ser castigado – embora você mereça o
castigo. Vamos dizer que haja uma regra em sua casa que você deve
guardar seus jogos logo que acabe de brincar com ele. Se não fizer isso,
será castigado. Você esquece de recolher as peças do jogo. De fato,
você o deixa bem no meio da sala. Mas, dessa vez sua mãe decide não
castigá-lo apesar da sua desobediência. Sua mãe usou de misericórdia com
você. Deus mostra a sua misericórdia para nós de modo parecido com
este. Embora mereçamos ser castigados pelos nossos pecados, Ele nos
perdoa porque Jesus morreu por nós. Escolha verdades abstratas em
espíritos de oração. Verifique se são apropriadas à idade dos alunos.
Algumas podem estar além do entendimento mental de certas faixas
etárias. Uma criança de cinco anos pode compreender que Jesus é o pão da
Vida? Ou deixará de pensar que pode alcançar a Vida Eterna se comer
algum tipo especial de pão? Estas são perguntas que vale a pena
considerar. Confie em Deus para receber sabedoria que o ajude a
discernir quais os conceitos a apresentar à sua classe e como
apresentá-los.Tenha em Mente o Ambiente da CriançaA fim de pensar como a
criança, você precisa também descobrir o ambiente em que cada uma vive e
determinar como ele afeta as percepções dela. Ela está crescendo na
cidade ou no campo? Quais são seus antecedentes éticos ou culturais?
Qual o seu nível de estudo? As experiências cumulativas de cada criança
influenciam sua compreensão do que você está dizendo.Não esqueça também o
grau de exposição da criança à Palavra de Deus. O que sabe sobre a
Bíblia? Ela pertence a um lar cristão onde a leitura bíblica faz parte
da vida diária, ou a uma família que não faz parte da igreja e nem
sequer possui uma Bíblia? Há quanto tempo ela freqüenta a Escola Bíblica
Dominical, a igreja, ou a uma turminha da bíblia? Ela tem Bíblia? Lê a
mesma regularmente? A criança familiarizada com a Palavra de Deus terá
muito mais facilidade de compreensão do que a que não teve contato com a
Bíblia. Procure saber os diversos níveis de exposição enquanto ensina.
Uma referencia a Davi e Golias que, num grupo de crianças que conhece a
Escritura, possibilitaria você a enfatizar um ponto sobre o poder de
Deus para realizar o impossível, não teria significado para um grupo com
pouco conhecimento bíblico.À medida que você se torna sensível ao
vocabulário das crianças, considera o estágio de desenvolvimento mental
delas e aprende sobre o ambiente individual de cada uma, começará a
mostrar T-A-T-O, a pensar como as crianças. Confie então no Espírito
Santo para honrar os seus esforços e usar você para ensinar as verdades
maravilhosas de Deus às crianças. Professor Você é Integro?Como você
responderia a estas perguntas difíceis?• Você alguma vez telefonou
dizendo que estava doente quando não estava?• É necessário dizer a um
balconista que ele está cobrando menos do que devia?• Você costuma
enfeitar um acontecimento para torna-lo mais interessante?• Supondo que o
governo não tivesse meios de descobrir determinada fonte de renda, é
permissível não incluí-la em sua declaração? • É certo levar uma toalha,
sabonete, ou outra “lembrança” de um quarto de hotel ou restaurante,
desde que tais coisas foram embutidas no preço?• É certo dizer “mentiras
brancas” quando elas fazem as pessoas se sentirem bem a respeito de si
mesmas?Quando você lida com questões desse tipo, está tratando de
assuntos de integridade, idoneidade. O que é integridade? É retidão,
honra, honestidade, probidade, veracidade, bondade, responsabilidade,
fidelidade, confiabilidade, sinceridade, É cada uma dessas qualidades e
mais ainda. Integridade é inteireza moral.Os seus padrões morais fazem
parte da sua vida?Um olhar para os outros membros da família de palavras
da integridade pode ajudar-nos a compreender melhor o conceito. Vejamos
íntegro ou integrar, por exemplo. .Íntegro: É um número inteiro em
contraste com uma fração; as pessoas integrar possuem inteireza intima,
elas não estão divididas por dentro.Integrar: É tecer ou combinar
entidades separadas em um todo ou unidade: Homens, mulheres, meninos e
meninas com integridade são indivíduos cujos padrões morais fazem parte
da sua vida. .Eles possuem convicções firmes sobre o que é certo e as
seguem todo o tempo, em cada aspecto da vida, não importa onde ou com
quem estejam. As pessoas íntegras são aquelas cuja vida é caracterizada
pela excelência moral.Elas não comprometem seus padrões para obter lucro
pessoal (Provérbios 28.6). Por mais que desejam o sucesso financeiro e a
aprovação de outros, os homens e mulheres íntegros se recusam a
enganar: Não prejudicam um colega para obter o favor do chefe, não
mentem a respeito da condição de um carro usado, não fraudam as
reclamações de seguro. Irão silenciosa e amorosamente vencendo o
constrangimento ou perda.Você talvez não seja popular, mas obterá
confiança.Tenha como alvo a integridade na sua vida pessoal. A etiqueta
de preço pode ser alta, mas trará boas compensações, uma das quais é a
confiança. A integridade irá suprir a base firme a qual você pode
construir relacionamentos sólidos. Isto nos leva então á questão do
ensino de crianças.Como a integridade está ligada ao ensino de crianças?
A confiança é um elemento essencial dos relacionamentos sólidos. Só
quando os alunos passam a confiar em você, eles vão aceitar o que você
tem para transmitir. Como pessoa e como professor íntegro, você deve
constantemente mostrar-se digno de confiança.Integridade no Ensino: Uma
Questão de Dizer e Fazer.Comece dizendo o que você vai fazer. A seguir,
não deixe de fazer o que disse. Isso parece simples, mas é na verdade
difícil porque há muitas maneiras de “dizer” o que faremos.Ao assumir a
responsabilidade de ensinar, você está “dizendo” que vai estudar
diligentemente a Bíblia e o material da lição. As lições que você
apresenta, os versículos que explica, os jogos que planeja representam o
melhor dos seus esforços? Eles mostram que você tem integridade?
Aceitar uma classe é também “dizer” que estará presente na hora marcada
(e até mais cedo!). É “dizer” que será um bom exemplo para os do seu
grupo. É dizer, “Podem contar comigo”. As crianças precisam de adultos
com quem possam contar, até mesmo nas pequenas coisas.As crianças
aprendem mediante o que ensinamos a elas, mas aprendem muito mais pelo
que lhes mostramos. Precisamos honrar até mesmo as menores promessas que
fazemos às crianças. Por exemplo, se você prometer aos alunos que terá
uma surpresa para eles na próxima semana, não ouse esquecer! Eles
estarão esperando ansiosos. E quando você mostra integridade ao cumprir a
sua palavra, está ensinando a eles que devem também cumprir a sua
palavra.As Suas Palavras e Atos Estão de Acordo com a Palavra de
Deus?Nossos atos devem estar de acordo com as nossas palavras e também
com a palavra de Deus. Peça ao Senhor que o ajude a comportar-se diante
dos alunos de maneira agradável a Ele e conforme os princípios que você
está ensinando. Se costuma repreender uma criança com facilidade, não
espere grandes resultados de uma história sobre como conter o seu gênio.
Do mesmo modo, apresentar uma lição sobre mostrar amizade será inútil
se você não cumprimenta e trata as crianças cordialmente. Mesmo depois
de conhecermos o Senhor, devemos lutar com a nossa carne pecadora. Todos
os dias, cada um de nós, até certo ponto, entram no “palco”. Tentamos
nos apresentar como pessoas sempre verdadeiras, honesta, bondosa,
generosas, confiáveis, todavia, às vezes esticamos a verdade, fazemos um
comentário pouco bondoso, ficamos com algo que não é nosso, ou deixamos
de cumprir uma promessa. Nos tornamos então divididos – hipócritas,
usando máscaras. A integridade paira muito acima de nós, uma
impossibilidade inacessível. Mas, não é.Mantendo a Integridade Quando
Você FalhaMesmo quando agimos mal, podemos mostrar integridade sendo
verdadeiros com Deus e conosco mesmos. Ser perfeito não é a chave para
ser um individuo íntegro; a chave é prestar sempre contas a Deus. Quando
falhar, admita. Trate com o seu pecado imediatamente. Confesse-o a Deus
e, quando necessário, peça perdão a outros e faça restituição. A seguir
perdoe a si mesmo e mantenha seu coração aberto para Deus. Ouça a
promessa consoladora dele: ”Porque assim diz o Alto, Sublime, que habita
a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar,
mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o
espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15).
Note que não há menção do “perfeito”. Em vez disso, nosso Deus
misericordioso está procurando homens e mulheres que enfrentam
humildemente o seu pecado com corações quebrantados. (Veja também Salmos
34.18/ Isaías 66.2)Você mostra integridade quando admite seu pecado a
Deus. Ele já sabe – Vê você como é, quer goste disso ou não. Aprenda a
encontrar alegria no total conhecimento que Ele tem de cada pensamento,
palavra e ato seu. Deus o aceita e ama; Ele está disposto a trabalhar
com você, sabendo exatamente quem é. Que realidade esplêndida! Quando
Davi compreendeu essas tremendas verdades, ele gritou: ”Sonda-me, ó
Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;
vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho certo”. (Sl
139.23,24). Faça dessa a sua oração.O Alvo da Integridade: Torna-se Como
CristoNão seremos perfeitos até que alcançamos a eternidade, mas Deus
quer que desejemos ser como o seu Filho. Ele próprio fará a obra em nós,
transformando as nossas vidas cada vez mais, á medida que nos
entregarmos a Ele.Vamos decidir praticar a integridade e guiar as
crianças a fazerem o mesmo. Vamos pedir a Deus que nos torne professores
cujas palavras sejam confiáveis. Os jovens corações irão então abrir-se
para receber de nós as grandes verdades da Palavra de Deus.
Fonte: criancaevang.blogspot
Que Deus Abençõe a Todos
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