Motivação para aprender na escola
Jocemara Ferreira Mognon1
Universidade São Francisco, Itatiba, Brasil
Boruchovitch,
E., Bzuneck, J. A. e Guimarães, S. E. R. (2010). Motivação para
aprender: aplicações no contexto educativo. Rio de Janeiro: Vozes, 254
p.
A
motivação tem despertado a atenção dos profissionais envolvidos com a
educação, por ser considerada como um dos principais fatores que
favorecem a aprendizagem. A partir disso, Evely Boruchovitch, José
Aloyseo Bzuneck e Sueli Guimarães organizaram essa obra, em que discutem
a motivação para aprender sob várias perspectivas. A estrutura do livro
é constituída em três momentos: na parte I são trazidas aplicações
educacionais da motivação, na parte II são apresentados os enfoques em
que a motivação é estudada e na parte III é apresentada a motivação
relacionada às diversas áreas do conhecimento.
A
parte I está subdivida em três capítulos. No primeiro José Aloyseo
Bzuneck traz estratégias importantes para os professores sobre como
motivar os seus alunos. Baseando-se em estudos, o autor agrupa as
estratégias práticas em quatro categorias. Aponta que é preciso mostrar
ao aluno o significado e a importância de se estudar tais disciplinas ou
conteúdos. Dessa forma, o professor precisa captar quais os interesses
dos alunos e o que lhes causa curiosidade, para que as atividades sejam
propostas com características de desafios. Na realização das atividades é
importante o professor oferecer feedback sobre a adequação e
qualidade dos trabalhos. O autor finaliza acrescentando que a motivação
na sala de aula necessita da utilização de diversas estratégias para
alcançar o maior número de alunos possíveis.
No
segundo capítulo o objetivo de José Aloyseo Bzuneck e Sueli Édi Rufini
Guimarães é continuar oferecendo estratégias que podem ser utilizadas
pelos professores, mais especificamente na promoção da autonomia, sendo
essa a maneira mais aprimorada de estabelecer a motivação para aprender.
Para tanto, foi utilizado o embasamento da Teoria da Autodeterminação,
que atribui dois subgrupos da motivação, a intrínseca e a extrínseca. As
pesquisas trazidas pelos autores apontam a motivação autônoma atrelada
ao esforço, atenção, persistência na tarefa e desempenho acadêmico. No
entanto, é ressaltado no capítulo o papel da escola e dos professores em
utilizar-se de estratégias adequadas. Assim, é possível perceber a
importância do vínculo para que o aluno se sinta encorajado a procurar
diferentes maneiras de aprender.
No
terceiro capítulo, Sueli Édi Rufini Guimarães, José Aloyseo Bzuneck e
Evely Boruchovitch apresentam uma revisão dos instrumentos que estão
sendo utilizados para avaliar a motivação para aprender no contexto
escolar. Apontam que o método mais utilizado para a mensuração tem sido o
uso de escalas de autorrelato, tanto em pesquisas qualitativas quanto
em quantitativas. O levantamento encontrou várias escalas formuladas
para todos os níveis de educação; no entanto, a maior ênfase está no
ensino fundamental e no superior, ao contrário do ensino médio. Foram
encontradas escalas para avaliar o estilo dos professores, o que tem
sido importante para a motivação do aluno. Os autores acrescentam que os
instrumentos encontrados na revisão revelam a preocupação dos
pesquisadores nas análises de validade e precisão, demonstrando, assim,
como a área de estudo sobre a motivação para aprender tem se
desenvolvido no Brasil.
Na
parte II do livro são descritas as perspectivas teóricas que compõem o
construto motivação para aprender distribuídas em três capítulos. No
quarto capítulo Rita da Penha Campos Zenorini e Acácia Aparecida Angeli
dos Santos apresentam a Teoria de Metas de realização e os seus estilos
motivacionais. As autoras fazem menção a várias pesquisas internacionais
e algumas poucas nacionais em que as metas aprender e performance aparecem
relacionadas a outros construtos e variáveis como o uso de estratégias
de aprendizagem, desempenho acadêmico, esforço, autoeficácia, ansiedade,
satisfação com a aprendizagem, dentre outros. Em síntese, as autoras
destacam que as pesquisas internacionais utilizando a abordagem teórica
de metas investigam principalmente o ensino médio e superior, enquanto
no Brasil as pesquisas recuperadas utilizam-se de amostras
exclusivamente universitárias e, muitas delas, de instrumentos não
validados para a população brasileira.
No
quinto capítulo, intitulado "O papel da autoeficácia e autorregulação
no processo motivacional", Roberta Gurgel Azzi e Soely Aparecida Jorge
Polydoro apresentam a motivação a partir da visão da Teoria Social
Cognitiva, em que a motivação se dá a partir da crença da capacidade
individual e exerce impacto na escolha de tarefas, no grau de motivação,
na qualidade e quantidade de esforço e no desempenho dos alunos. No
capítulo é descrito que quando a crença de autoeficácia para uma meta é
alta, os estudantes empregam mais esforço para a realização bem-sucedida
da tarefa e persistente por mais tempo diante dos entraves. As autoras
finalizam apontando que existe um grande campo para ser investigado a
partir dessa teoria na realidade brasileira, como a automotivação,
autoeficácia e autorregulação.
Leandro
Almeida e Maria Adelina Guisande apresentam no sexto capítulo a
abordagem das Atribuições Causais para explicar a motivação para
aprender. Os autores descrevem as contribuições de teóricos como Heider,
Rotter e Weiner na definição do construto, que pode ser explicado como
as inferências que o aluno faz de seus comportamentos durante uma ação.
Também relatam que as atribuições causais, quando estão sendo
desenvolvidas e estruturadas, na criança, sofrem influências de diversas
variáveis, sejam na família, na escola e nos grupos sociais ao qual
pertence. São apresentadas ainda, por meio de pesquisas, diferenças nas
variáveis gênero, idade e série escolar dos alunos. Em sua conclusão, os
autores reforçam o apoio essencial dos pais e professores no processo
de ensino-aprendizagem e a ação conjunta destes, na mudança de
atribuições externas para as internas.
Na
parte III do livro são apresentados quatro capítulos. Geraldina Porto
Witter escreve sobre a "Motivação e leitura", apontando a incontestável
importância para o mundo de hoje. Primeiramente a autora conceitua a
leitura e a sua complexidade na aquisição de competência, fluência e uso
frequente, cuja motivação para leitura é essencial. São apresentadas,
também, pesquisas que correlacionam a leitura e compreensão de texto,
escrita, autoeficácia e desempenho acadêmico. As pesquisas apontam ainda
a importância de pessoas conhecidas da criança na influência da
leitura. Dessa forma, a autora ressalta que medidas devem ser tomadas
para a conscientização dos pais no incentivo da leitura nos seus filhos.
Essa orientação pode ser dada pelos professores, que podem relacionar
as vivências domésticas com o que fazem na sala de aula, tornando,
assim, a aprendizagem motivadora, porque apresenta-se mais significativa
e próxima do aluno.
No
oitavo capítulo, Elis Regina da Costa e Evely Boruchovitch abordam a
escrita, a motivação e suas relações à luz da teoria de motivação
intrínseca e extrínseca. As autoras buscam conscientizar educadores e
professores sobre a necessidade de se promover, em sala de aula, a
motivação para a escrita. As discussões fomentadas trazem formas para
desenvolver e manter a motivação reforçando a importância do professor
nesse processo de aprendizagem, o qual precisa, por meio das atividades,
promover o engajamento e a motivação dos alunos, sendo importante o feedback adequado
do educador. As autoras ressaltam a importância de o professor
compreender a influência das condições ambientais da sala de aula, como a
seleção das atividades, das expectativas e das interações das
características do aluno na motivação para aprender.
Buscando
a compreensão da motivação para o processo criativo, Denise de Souza
Fleith e Eunice Soriano escrevem o nono capítulo. Inicialmente são
descritos os vários modelos que explicam o construto criatividade,
mostrando como esse fenômeno é sistêmico e que resulta de
características individuais e de fatores ambientais. São discutidas as
influências da motivação intrínseca, extrínseca e a relevância dos
estados emocionais afetivos para a atividade criativa. Ainda, são
apontadas quais ações e comportamentos dos professores podem minar e
atrapalhar o estado de criar dos alunos. O capítulo se encerra
considerando que a criatividade é um processo multifacetado, que não é
apenas um tipo de personalidade ou de motivação que consegue explica-lá,
devendo os futuros estudos incorporar diversos instrumentos, fonte de
informações e múltiplos delineamentos.
No
último capítulo, Evely Boruchovitch e José Aloyseo Bzuneck apresentam
um panorama do que tem sido produzido sobre a motivação para aprender no
Brasil. O objetivo do texto é informar aos leitores sobre os aspectos
mais desenvolvidos, perspectivas futuras e problemas que precisam ser
enfrentados para o progresso da área. São apresentadas várias pesquisas
nas quatro perspectivas motivacionais, a saber, motivação intrínseca e
extrínseca; metas de realização; atribuições causais e à autoeficácia.
Os autores finalizam argumentando que houve avanços em relação à
temática nos últimos anos, porém são apontadas algumas dificuldades,
tais como, poucas pesquisas com os alunos do Ensino Médio, obtenção dos
dados geralmente local ou regional e necessidade de se caracterizar
melhor as relações entre as variáveis motivacionais.
O
livro resenhado traz informações relevantes para estudantes de
psicologia, pedagogia e profissionais da educação interessados um
problema tão frequente nas salas de aula, que é justamente a falta de
motivação. O livro traz uma robusta conceituação teórica da motivação e
suas diversas perspectivas, que buscam, com isso, alcançar um número
maior de fatores relacionados com o construto. Para tanto, os autores
oferecem a descrição de muitas pesquisas que abordam variáveis diversas,
tais como idade, gênero, escolaridade e condições socioeconômicas. Para
completar, não simplesmente apontam o que precisa ser melhorado, mas,
também, como promover e manter a motivação, sendo importante para ajudar
os professores em sala de aula e mesmo em intervenções
psicopedagógicas.
Recebido em fevereiro de 2010
Reformulado em março de 2010
Aprovado em abril de 2010
Reformulado em março de 2010
Aprovado em abril de 2010
Sobre a autora:
Jocemara Ferreira Mognon é discente do curso de Psicologia da Universidade de São Francisco e bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq.
Jocemara Ferreira Mognon é discente do curso de Psicologia da Universidade de São Francisco e bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq.
1 E-mail: jocepsico@yahoo.com.br
Motivação para aprender na escola
Jocemara Ferreira Mognon1
Universidade São Francisco, Itatiba, Brasil
Boruchovitch,
E., Bzuneck, J. A. e Guimarães, S. E. R. (2010). Motivação para
aprender: aplicações no contexto educativo. Rio de Janeiro: Vozes, 254
p.
A
motivação tem despertado a atenção dos profissionais envolvidos com a
educação, por ser considerada como um dos principais fatores que
favorecem a aprendizagem. A partir disso, Evely Boruchovitch, José
Aloyseo Bzuneck e Sueli Guimarães organizaram essa obra, em que discutem
a motivação para aprender sob várias perspectivas. A estrutura do livro
é constituída em três momentos: na parte I são trazidas aplicações
educacionais da motivação, na parte II são apresentados os enfoques em
que a motivação é estudada e na parte III é apresentada a motivação
relacionada às diversas áreas do conhecimento.
A
parte I está subdivida em três capítulos. No primeiro José Aloyseo
Bzuneck traz estratégias importantes para os professores sobre como
motivar os seus alunos. Baseando-se em estudos, o autor agrupa as
estratégias práticas em quatro categorias. Aponta que é preciso mostrar
ao aluno o significado e a importância de se estudar tais disciplinas ou
conteúdos. Dessa forma, o professor precisa captar quais os interesses
dos alunos e o que lhes causa curiosidade, para que as atividades sejam
propostas com características de desafios. Na realização das atividades é
importante o professor oferecer feedback sobre a adequação e
qualidade dos trabalhos. O autor finaliza acrescentando que a motivação
na sala de aula necessita da utilização de diversas estratégias para
alcançar o maior número de alunos possíveis.
No
segundo capítulo o objetivo de José Aloyseo Bzuneck e Sueli Édi Rufini
Guimarães é continuar oferecendo estratégias que podem ser utilizadas
pelos professores, mais especificamente na promoção da autonomia, sendo
essa a maneira mais aprimorada de estabelecer a motivação para aprender.
Para tanto, foi utilizado o embasamento da Teoria da Autodeterminação,
que atribui dois subgrupos da motivação, a intrínseca e a extrínseca. As
pesquisas trazidas pelos autores apontam a motivação autônoma atrelada
ao esforço, atenção, persistência na tarefa e desempenho acadêmico. No
entanto, é ressaltado no capítulo o papel da escola e dos professores em
utilizar-se de estratégias adequadas. Assim, é possível perceber a
importância do vínculo para que o aluno se sinta encorajado a procurar
diferentes maneiras de aprender.
No
terceiro capítulo, Sueli Édi Rufini Guimarães, José Aloyseo Bzuneck e
Evely Boruchovitch apresentam uma revisão dos instrumentos que estão
sendo utilizados para avaliar a motivação para aprender no contexto
escolar. Apontam que o método mais utilizado para a mensuração tem sido o
uso de escalas de autorrelato, tanto em pesquisas qualitativas quanto
em quantitativas. O levantamento encontrou várias escalas formuladas
para todos os níveis de educação; no entanto, a maior ênfase está no
ensino fundamental e no superior, ao contrário do ensino médio. Foram
encontradas escalas para avaliar o estilo dos professores, o que tem
sido importante para a motivação do aluno. Os autores acrescentam que os
instrumentos encontrados na revisão revelam a preocupação dos
pesquisadores nas análises de validade e precisão, demonstrando, assim,
como a área de estudo sobre a motivação para aprender tem se
desenvolvido no Brasil.
Na
parte II do livro são descritas as perspectivas teóricas que compõem o
construto motivação para aprender distribuídas em três capítulos. No
quarto capítulo Rita da Penha Campos Zenorini e Acácia Aparecida Angeli
dos Santos apresentam a Teoria de Metas de realização e os seus estilos
motivacionais. As autoras fazem menção a várias pesquisas internacionais
e algumas poucas nacionais em que as metas aprender e performance aparecem
relacionadas a outros construtos e variáveis como o uso de estratégias
de aprendizagem, desempenho acadêmico, esforço, autoeficácia, ansiedade,
satisfação com a aprendizagem, dentre outros. Em síntese, as autoras
destacam que as pesquisas internacionais utilizando a abordagem teórica
de metas investigam principalmente o ensino médio e superior, enquanto
no Brasil as pesquisas recuperadas utilizam-se de amostras
exclusivamente universitárias e, muitas delas, de instrumentos não
validados para a população brasileira.
No
quinto capítulo, intitulado "O papel da autoeficácia e autorregulação
no processo motivacional", Roberta Gurgel Azzi e Soely Aparecida Jorge
Polydoro apresentam a motivação a partir da visão da Teoria Social
Cognitiva, em que a motivação se dá a partir da crença da capacidade
individual e exerce impacto na escolha de tarefas, no grau de motivação,
na qualidade e quantidade de esforço e no desempenho dos alunos. No
capítulo é descrito que quando a crença de autoeficácia para uma meta é
alta, os estudantes empregam mais esforço para a realização bem-sucedida
da tarefa e persistente por mais tempo diante dos entraves. As autoras
finalizam apontando que existe um grande campo para ser investigado a
partir dessa teoria na realidade brasileira, como a automotivação,
autoeficácia e autorregulação.
Leandro
Almeida e Maria Adelina Guisande apresentam no sexto capítulo a
abordagem das Atribuições Causais para explicar a motivação para
aprender. Os autores descrevem as contribuições de teóricos como Heider,
Rotter e Weiner na definição do construto, que pode ser explicado como
as inferências que o aluno faz de seus comportamentos durante uma ação.
Também relatam que as atribuições causais, quando estão sendo
desenvolvidas e estruturadas, na criança, sofrem influências de diversas
variáveis, sejam na família, na escola e nos grupos sociais ao qual
pertence. São apresentadas ainda, por meio de pesquisas, diferenças nas
variáveis gênero, idade e série escolar dos alunos. Em sua conclusão, os
autores reforçam o apoio essencial dos pais e professores no processo
de ensino-aprendizagem e a ação conjunta destes, na mudança de
atribuições externas para as internas.
Na
parte III do livro são apresentados quatro capítulos. Geraldina Porto
Witter escreve sobre a "Motivação e leitura", apontando a incontestável
importância para o mundo de hoje. Primeiramente a autora conceitua a
leitura e a sua complexidade na aquisição de competência, fluência e uso
frequente, cuja motivação para leitura é essencial. São apresentadas,
também, pesquisas que correlacionam a leitura e compreensão de texto,
escrita, autoeficácia e desempenho acadêmico. As pesquisas apontam ainda
a importância de pessoas conhecidas da criança na influência da
leitura. Dessa forma, a autora ressalta que medidas devem ser tomadas
para a conscientização dos pais no incentivo da leitura nos seus filhos.
Essa orientação pode ser dada pelos professores, que podem relacionar
as vivências domésticas com o que fazem na sala de aula, tornando,
assim, a aprendizagem motivadora, porque apresenta-se mais significativa
e próxima do aluno.
No
oitavo capítulo, Elis Regina da Costa e Evely Boruchovitch abordam a
escrita, a motivação e suas relações à luz da teoria de motivação
intrínseca e extrínseca. As autoras buscam conscientizar educadores e
professores sobre a necessidade de se promover, em sala de aula, a
motivação para a escrita. As discussões fomentadas trazem formas para
desenvolver e manter a motivação reforçando a importância do professor
nesse processo de aprendizagem, o qual precisa, por meio das atividades,
promover o engajamento e a motivação dos alunos, sendo importante o feedback adequado
do educador. As autoras ressaltam a importância de o professor
compreender a influência das condições ambientais da sala de aula, como a
seleção das atividades, das expectativas e das interações das
características do aluno na motivação para aprender.
Buscando
a compreensão da motivação para o processo criativo, Denise de Souza
Fleith e Eunice Soriano escrevem o nono capítulo. Inicialmente são
descritos os vários modelos que explicam o construto criatividade,
mostrando como esse fenômeno é sistêmico e que resulta de
características individuais e de fatores ambientais. São discutidas as
influências da motivação intrínseca, extrínseca e a relevância dos
estados emocionais afetivos para a atividade criativa. Ainda, são
apontadas quais ações e comportamentos dos professores podem minar e
atrapalhar o estado de criar dos alunos. O capítulo se encerra
considerando que a criatividade é um processo multifacetado, que não é
apenas um tipo de personalidade ou de motivação que consegue explica-lá,
devendo os futuros estudos incorporar diversos instrumentos, fonte de
informações e múltiplos delineamentos.
No
último capítulo, Evely Boruchovitch e José Aloyseo Bzuneck apresentam
um panorama do que tem sido produzido sobre a motivação para aprender no
Brasil. O objetivo do texto é informar aos leitores sobre os aspectos
mais desenvolvidos, perspectivas futuras e problemas que precisam ser
enfrentados para o progresso da área. São apresentadas várias pesquisas
nas quatro perspectivas motivacionais, a saber, motivação intrínseca e
extrínseca; metas de realização; atribuições causais e à autoeficácia.
Os autores finalizam argumentando que houve avanços em relação à
temática nos últimos anos, porém são apontadas algumas dificuldades,
tais como, poucas pesquisas com os alunos do Ensino Médio, obtenção dos
dados geralmente local ou regional e necessidade de se caracterizar
melhor as relações entre as variáveis motivacionais.
O
livro resenhado traz informações relevantes para estudantes de
psicologia, pedagogia e profissionais da educação interessados um
problema tão frequente nas salas de aula, que é justamente a falta de
motivação. O livro traz uma robusta conceituação teórica da motivação e
suas diversas perspectivas, que buscam, com isso, alcançar um número
maior de fatores relacionados com o construto. Para tanto, os autores
oferecem a descrição de muitas pesquisas que abordam variáveis diversas,
tais como idade, gênero, escolaridade e condições socioeconômicas. Para
completar, não simplesmente apontam o que precisa ser melhorado, mas,
também, como promover e manter a motivação, sendo importante para ajudar
os professores em sala de aula e mesmo em intervenções
psicopedagógicas.
Recebido em fevereiro de 2010
Reformulado em março de 2010
Aprovado em abril de 2010
Reformulado em março de 2010
Aprovado em abril de 2010
Sobre a autora:
Jocemara Ferreira Mognon é discente do curso de Psicologia da Universidade de São Francisco e bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq.
Jocemara Ferreira Mognon é discente do curso de Psicologia da Universidade de São Francisco e bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq.
1 E-mail: jocepsico@yahoo.com.br

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